segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Painel no Clube do Tarô: Astrologia, Numerologia e o logo do ano VII do Conversas Cartomânticas

Olá pessoal. À convite dos queridos Giancarlo e Constantino, escrevi sobre as motivações para a produção do logo que ora está aqui no Conversas. 
Para acompanhar minha reflexão, e a de feras como os acima citados, Ivana Mihanovich e Luna Solis, acompanhe o link aqui.
Abraços a todos.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Curso de Sibilla Hungara, por Rose Ragazzon


Olá pessoal. Essa semana, estive em São Paulo cumprindo a meta do Conversas Cartomânticas desse ano: pensar fora da caixinha. Estive com Rose Ragazzon aprendendo um pouco mais sobre os Sibillas. 
Nesse caso, a Sibilla Húngara, Zigeuner Waarzegkaarten, da Piatinik.
Esse baralho, de 36 cartas, tem muito em comum com o Petit Lenormand e com as Sibillas Italianas; à maneira de primos próximos, não são, entretanto, a mesma família. Muitas cartas lembram as homônimas dos dois baralhos; a prática, entretanto, mostra-se muito diferente.


Fomos conduzidos - à propósito, muito bem conduzidos - pela história do baralho e pela significação de cada uma das cartas. A Rose, que já havia apresentado brevemente o baralho no Tarolog, mostrou toda a mestria que a soma pesquisa + prática é capaz de oferecer. 



É curioso e necessário ressaltar, que embora as imagens remetam à ideias já conhecidas de outros oráculos, não são ipsis litteris a mesma coisa quando lidamos com uma estrutura diferente. É fundamental nesse caso a pesquisa, o uso, ou, com sorte, termos alguém que nos guie por ter ido antes. 

Simone e eu correlacionávamos as cartas
com as Runas.

A cada carta apresentada, uma explosão de ideias. Astrologia, cartomancia, conceituação prévia e alegorias pululavam na minha frente. Anotei tudo - assunto para conversarmos outra hora, com maior propriedade; esse baralho permite uma série de correlações interessantíssimas e divertidas de se proceder. 

Eu, Rose, Samantha

Ao mesmo tempo, é um baralho simples. Suas respostas são diretas, efetivas e rápidas, o que pude inclusive perceber no próprio evento. Questões imediatas, respostas imediatas.
Agradeço enormemente a oportunidade de participar oferecida pela Laya e pela Rose, à Samantha por me acompanhar não só ao evento mas nas leituras que efetuei e aos participantes pela partilha, pela conversa, pelos jogos. Foi muito divertido.
Saí um cartomante melhor do que cheguei. Saí mais consciente de possibilidades de leitura e interpretação, de empatia e de respeito. 
Mais um baralho para pensar fora da caixinha nesse ano.
Mais um baralho para Conversas Cartomânticas.
E você? Qual oráculo atraiu sua atenção até o momento?
Abraços a todos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Desafio 2016: Tarot Tzigane, de Tchalaï.


Olá pessoal. Esse é o primeiro desafio do ano de 2016, que na verdade eu tenho estudado desde o ano passado. 
Dona Yedda Paranhos, taróloga e espiritualista do Rio de Janeiro, autora de vários livros ligados ao autoconhecimento, presenteou-me com um fac-símile do seu baralho de uso pessoal - o que, por si só, já é uma dádiva - e desafiou-me a continuar seus estudos sobre esse baralho. Impossível não atender a esse pedido. 
Em 1985, em uma de suas viagens pela Europa, Dona Yedda encontrou esse que seria um dos seus baralhos do coração. Era um baralho recente - fora publicado no ano anterior. 
Haviam duas cópias. Ela trouxe uma.
E o baralho saiu de edição.

Nesse ínterim, Dona Yedda vem trabalhando com o baralho, que carinhosamente ela chama de Tchalaï, em homenagem ao autor. Em 2015, em uma de minhas visitas a ela, fui presenteado com um fac-símile. E ele é um dos meus desafios desse ano.

Embora seja chamado Tarô (mesmo na caixinha estando escrito ser esse um baralho etnológico e adivinhatório), O Tzigane não corresponde à organização tradicional contemporânea; numa releitura da estrutura em função da experiência do autor com o povo cigano, temos novos títulos e novos significados para uma estrutura semelhante ao que conhecemos por Arcanos Maiores, aqui chamados Portas dos Mistérios.




01. Ashok Chakra
02. O Khukan
03. E Phuri Dai
04. E Drabarni
05. O Vatashi Romengoro
06. Fralipé Romani
07. Thagar Lumeaki
08. O Grast
09. E Puskaria
10. Maripé Taraim
11. Aggartti
12. Samballa
13. O Niglo
14. O Bero
15. O Sap
16. O Kher
17. O Vurdon
18. Lotcholikos
19. O Kham
20. O Shon
21. O Geape Vimanaki
22. Tataghi

A graciosidade desse baralho, entretanto, é encontrada nos dezesseis Arcanos Menores. Cada naipe - aqui chamados Kumpanias -  representa uma etnia dentro do povo Cigano, associável a um dos naipes do baralho convencional:

Os Kalderach, rom da Europa Central, são associados a facas, espadas e punhais e ao elemento Ar, e suas cartas são vermelhas.
Os Mamush do norte da Itália são associados às moedas e ao elemento Terra, e suas cartas são amarelas.
Os Gypsies irlandeses são associados a panelas, tampas, portes, cestas, caixas e ao elemento Água, e sua cor é verde. 
Os Gitanos andaluzes são associados aos bastões de madeira e instrumentos musicais, assim como ao elemento Fogo e à cor azul.



Cada uma das Kumpanias é composto por quatro cartas. À guisa de Ás, temos a  Ferramenta, representação dos seus símbolos e a mantenedora da tradição; o Pai, aquele que, por manter a tradição, traz o passado consigo; a Mãe, que transmite e educa no presente; e a criança, que é o futuro de toda a Kumpania. Essas cartas, mais que significados específicos ou personalidades, trazem consigo a possibilidade de temporalizarmos as previsões - e encontrarmo-nos em diferentes idades, em função do que precisamos saber.


Tá difícil achar esse livro...


Essas 38 cartas, muito evocativas, são meu desafio para 2016. Entendê-lo e encontrá-lo dentro de mim, para que essa linguagem sirva ao seu propósito: servir ao próximo no encontro de respostas.

E você? Já encontrou o seu desafio para 2016?

Abraços a todos.